Não me vou centrar em coisas simples, como aquilo que toda a gente descobre só de olhar para nós — por exemplo, se somos gordos ou magros; brancos ou negros — pois isso não tem importância nenhuma. Vou falar daquilo que nos torna pessoas, daquilo que só revelamos a quem queremos: o nosso interior, a nossa identidade.
Todos sabem como são exteriormente, mas...
Sonhos, medos, dores e alegrias... Muito daquilo que somos não está à vista.
Pois é! Para nós, adolescentes, responder a esta pergunta é muito difícil. Temos tendência para nos deixar levar pelos outros, mas a vida é demasiado curta para sermos o que os outros esperam. Não temos que ter medo de nos mostrar, pois a identidade é única em cada um, é o que nos torna diferentes uns dos outros. Já viram bem se todos gostássemos das mesmas coisas?!
Todos temos os nossos sonhos e todos temos os nossos medos (pois quem tem ... tem medo). A vida de adolescente prega-nos pequenas e grandes partidas, dores que só nós conhecemos, alegrias que apenas uma vez na vida sentimos — tudo isto para nos estruturar como pessoas.
O ser humano é o mais complexo dos animais, é o único que raciocina, o único que pensa por ele próprio. Para nós, adolescentes, isso torna-se muito difícil, à medida que nos vamos confrontando com problemas: paixões; testes; exames; mudanças físicas...
Lancem-se de cabeça, pois depois de um grande susto há sempre uma grande e boa mudança! Faz parte da nossa adolescência sofrermos grandes mudanças na nossa identidade/personalidade, pois estamos sempre a evoluir como pessoas!!!
Fátima, 9º 2 (2005–06), 25 de Fevereiro de 2006. Fotografia de António Padilha.
© 2006 Escola Básica 2º e 3º Ciclos Visconde de Juromenha